Love Me

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Amar e multiplicar!


Um dia ao olharmos para quem amamos, num estado de lucidez e amor tão profundo e abrangente, descobrimos que essa pessoa nunca nos conheceu, nunca teve amor verdadeiro pelo nosso ser, quando ela  ainda se desconhece a si mesma. E é impossível à consciência dimensionarmos o que quer que seja sem nos tornarmos estáticos, sem tornarmos momentos da nossa vida, dessa vivência ou "fragmentos do Ser " em algo estático e simbólico, em algo definido. 

E "definição" não existe para algo tão maravilhoso e poderoso como o amor que existe dentro do nosso próprio Ser.

Esse "chavão" parece pouco, mas é decisivo e cheio de espaços por completar, os mesmos espaços que estavam dentro de nós e por maior amor que tenhamos sentido ou partilhado por alguém, nunca haviam sido tão completos até esse revelador momento dentro do Ser.
Inicia-se assim, nesse preciso momento dentro do Ser, o caminho verdadeiramente iniciático. 
A faísca acendeu o fogo,  a chama voltou à vida e ardente e puro, é o fogo do Espírito Santo e tudo o que não faz parte do mesmo, regressa ao que pertence, ao pó.... 
Estando agora reclamado o que é de Deus, a Deus e o que é de César, a César!
Passamos à integralidade do Ser, na consumação com o todo em si mesmo e nele mergulhamos na quietude e contemplação da sabedoria maior e esta, encontra-se agora desperta, dentro e fora de nós.
Então, aquele momento em que olhamos dentro de quem amamos, de quem compreendemos que nunca possuímos e que a verdadeira grandeza de se amar é libertando quem ainda não atingiu este estágio Consciencial e amoroso, um estágio de desejar o melhor a quem  se ama, ainda que ele/a não entenda esse amor que não é e nunca foi estático, mas que é realizável a toda a hora em que se permite amar sem posses, sem jogos, sem manipulações de nenhum tipo. Sem solidão ou egocentrismo, em que se permita, renascer no amor puro que habita dentro do si, essa fonte inesgotável do sagrado, do divino da qual é apenas uma pequena porção, pequena mas gloriosa e poderosa porção de si mesmo como unidade desse amor puro  e cósmico.

O amor verdadeiro é despido, desnudado continuamente, descalço e desperto no ser, pela nobreza de todas as virtudes, porque a primeira a ser vestida nessa iniciação, chama-se "humildade". 
E a "humildade" para quem veste a túnica do amor puro, a túnica do Nazareno, para quem calça as suas sandálias e faz o mesmo caminho dentro e fora de si, sabe que amor maior não contempla a posse de coisas pequenas em que apenas o ego ilude a mente cardíaca contaminando o coração. 
Mas que antes, a humildade uma vez vestida, como uma jóia de devoção e contemplação ao sagrado de cada Ser, apenas se ama na liberdade de se ser como é...
E como cada um é...é a grande travessia do deserto para quem calçou as sandálias do "Mestre," para quem se despiu de todas as coisas pequenas para  vestir-se da riqueza das pequenas coisas no Ser...

Para saber que, amar de verdade, só sendo livre nesse amor e é dinâmico, a única essência que dá inicio a tudo.
E por amor apenas quem ama de verdade, com pureza na alma e coração activo, sabe libertar e escolhe ser o pão da vida, nutrindo-se a tudo e todos, saciar-se como água da vida e renascer como o sal da terra no divino que habita dentro de si e de cada um que a si chegue... 

Amo-te e hoje ainda não to tinha dito...
Porque o amor puro é, foi e será sempre o meu verdadeiro lar..
Em ti, em mim, no outro...
Estou onde se encontra esse amor, porque esse amor nunca me perdeu e permitiu que todo o universo em mim e por ele, se viesse libertar...
E só em liberdade se sabe amar...
Só em liberdade, nesse amor puro e cósmico se possui de verdade o que amais pode ser possuído...
O teu próprio Ser!!
Esse que é o amor puro em ti...em mim...no próximo...

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